FESTA DE LANÇAMENTO DO LIVRO INTITULADO BISACO DE PENSADOR MAIS UMA RUMA DE IDEIA - LITERATURA DE CORDEL - E ANIVERSÁRIO DO POETA E FILÓSOFO M. C. GARCIA, EM 19 DE JUNHO DE 2008, NA FUNDAÇAO CAPITANIA DAS ARTES, EM NATAL-RN                        
         
   
BISACO DE PENSADOR (Autor: M. C. Garcia) Carrego idéias no meu Bisaco de Pensador: São poetas e filósofos Justos no bem, no amor. Sou arauto da palavra, Da poesia, Lavrador.
No meu humilde Bisaco Tem poeta nordestino; Do Romance ao Cordel Da moira ao desatino, Reflete todos mortais: Que terão mesmo destino.
E vem de remotos tempos, Epopéia Universal: Ilíada e Odisséia Antiga poesia oral, Desse poeta Homero, Trovador descomunal.
E o fundamento oral Leva nome poesia. E por sua vez, Parmênides Fez sua Filosofia Poema Da Natureza: Base da Ecologia.
No meu Bisaco têm Sócrates, Aristóteles, Platão. A Filosofia grega Trazida por geração; Pré-socráticos, também: Heráclito e Zenão.
São Filósofos, Poetas Que buscam elevar o Ser Em nome da Metafísica, Que só enaltece o ter Essência de fazer Bem, Desprendimento viver.
E dos Cristãos Pensadores Eis, São Tomás de Aquino, E, também Santo Agostinho, Uma dupla do destino Do nosso mundo cristão, Pelo Deus nosso Divino.
Filósofo do Sertão, Violeiro cantador; E quem romanceia terra É chamado escritor; Os que falam com encanto: Cordelista, glosador.
Eis Luiz Gonzaga, Rei, Que criou, cantou Baião; Também, José de Alencar: Iracema, a Criação. Do Assaré, Patativa Fez poesia do Sertão.
Pois carrego menestréis, Bem como os cordelistas: Zé Limeira; Zé Praxedes E também os repentistas: Negra Chica, Zé da Luz, Poetas popularistas.
Eu tenho no meu Bisaco, O Pavão Misterioso; João Grilo, Amarelinho; Cancão de Fogo, tinhoso. São Clássicos do Cordel Desse clã maravilhoso.
Vamos pra Literatura Do meu Barroco Brasil. O Gregório Matos Guerra, Boca de Inferno mil Da crítica, da política, Da igreja ao Pastoril.
Tem agora o Arcadismo No bucolismo a plaga Em Marília de Dirceu, Obra que não se apaga. Glauceste, amigo de Tomás Antônio Gonzaga.
Eis, então, o Romantismo. Nessa poesia a Corrente Dividida em três fases Porque surgiu muita gente, A retratar o Nordeste, Pobre terra indigente.
E vejamos Castro Alves, Um condoreiro, à vista; Eis também Gonçalves Dias, O Poeta indianista; E o Graciliano Ramos, Do Romance sertanista.
Machado de Assis foi Realista, o precursor. Academia de Letras Fez, e poetou o amor No seu livro: Dom Casmurro, Capitu - mulher vigor.
Das estéticas, três linhas: Vem logo Naturalismo, Sendo a contemporânea Desse mesmo Simbolismo; Antecessor do Moderno, Eis o Parnasianismo.
Aluísio de Azevedo, Poeta Naturalista; Alphonsus de Guimaraens, Verdadeiro Simbolista; Poeta Olavo Bilac, Príncipe Parnasianista.
Os Pré-modernistas, veja Onde Os Sertões e tudo Fala o Euclides da Cunha Do Conselheiro Barbudo. E vem Augusto dos Anjos, Grande poeta raçudo.
E entremos no Moderno, Eis a Semana de Arte, Teatro Municipal. E é São Paulo quem parte No ano de vinte e dois Pra terra de Malazarte.
A Obra Macunaíma Deste Mário de Andrade, E Juntamente Oswaldo, Bandeira quebra a “grade”, Com o seu poema Os Sapos, E assim, faz-se confrade.
Eis Corrente genuína Às terras do meu Brasil, Porque descobre Cascudo E outras culturas mil; E a Antropofagia É comer estranja vil.
Chegamos ao Concretismo, Tríade dessa Estética: Décio, Augusto e Haroldo Quebram o verso com ética. Ferreira Gullar, o crítico Das plásticas, da poética.
Mas, há na Literatura: A Visual e Processo, A Marginal e Hai Kai São Poesias em progresso: Tem a Experimental... Todas livres - um sucesso?!
Então, o contemporâneo Deixou tudo bem legal. Cresceu a Literatura E se fez universal. As correntes se findaram. Tudo real-virtual.
E há instituições Que elevam o artista, Poeta, versejador, Pensador, socialista Filósofo, cantador Bem como, capitalista.
Há poetas nas Favelas A mostrar realidade, No som: Rap, Hip Hop, Transformando a Cidade. São marginais, não bandidos ! Sabedores da Verdade.
Porém, há alguns parnasos Que não vivem na real, Estão inventando moda, Falando de bem e mal Poeta e cordelista Mas, para mim, é normal.
Pensadores e poetas, Pra mim são todos iguais, Ante bandeira que levam; São normais e anormais. São da Razão-Coração, Sendo todos Universais.
Sou poeta pensador, De nome Eme Cê Garcia; Vou lidando com Palavras, E escrevo Poesia; Mas, quando a meditar, Vivo a Filosofia.
Meu Bisaco, minha Mente. Por isso, sou Pensador; Bisaco à tira-colo Não passa de portador; São coisas materiais. Porto, deveras, AMOR.
Esse vai aqui guardado No CORAÇÃO, na Cabeça, Eu vou por esse Rincão, Talvez, você desconheça. E, lê este meu Cordel, É PRECISO, NÃO ESQUEÇA !
Escrito por mcpoe às 20h42
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